Em uma grande vitória para os animais, uma nova tecnologia foi desenvolvida usando inteligência artificial (IA) para avaliar se um produto é tóxico para animais aquáticos sem ter que usá-los em cruéis testes.
Alguns produtos de uso diário, como cosméticos ou produtos farmacêuticos, são tóxicos para os animais aquáticos quando entram no sistema de água, podendo representar uma séria ameaça à vida selvagem.
Para evitar catástrofes em larga escala, as empresas precisam testar se seus produtos são tóxicos – e, em alguns casos, isso requer testá-los em animais, muitas vezes colocando uma certa quantidade de produto em um tanque de peixes e esperando para ver quantos deles morrem.
As empresas realizam esse tipo de teste há décadas, tendo imensa quantidade de dados sobre o limite tóxico – ou valor LC50, a concentração letal necessária para matar 50% dos animais testados – de todos os tipos de produtos químicos e ingredientes.
Smarter Sorter, vencedora do prêmio World Changing Ideas 2022 da Fast Company, usa esses dados para realizar testes de toxicidade precisos, sem matar nenhum animal.
O sistema da Smarter Sorting pode encontrar o nível médio de LC50 para um determinado ingrediente. Em seguida, ele insere informações sobre a quantidade de cada ingrediente em um produto e quais peixes foram usados nos testes anteriores – alguns peixes são mais sensíveis do que outros e alguns testes usam espécies diferentes – para um cálculo que imita esses testes de toxicidade animal.
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Estados como Washington e Minnesota, nos EUA, já aceitam essas formas de teste, e a Smarter Sorting está apresentando um projeto de lei à Câmara da Califórnia que permitiria toxicologia computacional em vez de testes em animais.
Testes em animais não são necessários, e empresas como essa estão ajudando a eliminar esse tipo de prática cruel.