David Bennett, o homem de 57 anos que recebeu um coração de porco geneticamente modificado, estava com um vírus suíno, o porcine cytomegalovirus. A informação foi confirmada pelo médico responsável por realizar o transplante, Bartley Griffith, da Universidade de Maryland.

O homem morreu em 9 de março e a suspeita é de que o vírus possa ter influenciado na deterioração da saúde de Bennett. “Estamos começando a entender por que ele faleceu”, disse o médico responsável.

O coração pertencia a um porco de um rebanho que passou por uma técnica de modificação genética, que tinha como objetivo a remoção de um gene capaz de gerar uma forte resposta imune de um ser humano – o que resultaria na rejeição do órgão em um transplante.

Hoje em dia, válvulas cardíacas de porcos já são usadas normalmente em humanos. A pele do porco também é usada para enxertos em vítimas de queimaduras. O porco é um animal que consegue ser facilmente explorado por humanos como doador por conta de seu tamanho, crescimento rápido e ninhadas numerosas.

Resposta da PETA

A PETA se pronunciou sobre o assunto dizendo: “(…) o risco de transmitir vírus que se originaram em animais através do xenotransplante é real. (…) medidas preventivas de saúde salvariam mais vidas do que essas cirurgias de manchetes jamais poderiam. O xenotransplante deve ser relegado à pilha de lixo de projetos arrogantes e vaidosos especistas que mais prejudicam do que ajudam”.