A Coreia do Sul anunciou que, a partir de 1º de janeiro, está oficialmente proibida a criação de ursos e a extração de sua bile no país.

A medida decorre de uma revisão da legislação de proteção aos direitos dos animais e representa um avanço relevante em uma região onde essa prática cruel ainda persiste sob o argumento da “medicina tradicional”.

A extração de bile de ursos é uma das formas mais brutais de exploração animal ainda existentes na Ásia.

Os animais são mantidos por anos, muitas vezes até décadas, em jaulas extremamente pequenas, sujas e inadequadas, que impedem qualquer movimento natural.

Durante toda a vida, são submetidos a procedimentos invasivos e dolorosos para retirada da bile da vesícula, causando sofrimento físico crônico e danos psicológicos irreversíveis.

Não existe qualquer base científica que justifique essa prática. O principal composto ativo da bile, o ácido ursodesoxicólico, é sintetizado em laboratório há décadas, com segurança, baixo custo e eficácia comprovada. 

Apesar do anúncio do governo sul-coreano, a situação ainda é preocupante. Apenas 21 ursos foram resgatados e transferidos para um santuário público. Outros 199 continuam presos em 11 fazendas, enquanto autoridades e criadores discutem compensações financeiras. Organizações de defesa animal alertam para a falta de estruturas adequadas e cobram apoio estatal para a criação de santuários privados.

Hoje, mais de 20 mil ursos seguem confinados legalmente em fazendas de bile na China, além de milhares explorados ilegalmente em outros países asiáticos. Mesmo onde a prática foi banida, como no Vietnã desde 2005, o comércio ilegal ainda resiste.

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