Uma pesquisa sobre os hábitos de consumo mostrou que os sul-americanos estão tentando reduzir o consumo de proteínas animais e experimentando cada vez mais alimentos plant-based. 

Mil pessoas foram entrevistadas entre as cidades de Montevidéu (Uruguai), Rosário, Buenos Aires e Córdoba (Argentina) e Salvador, Rio de Janeiro e São Paulo (Brasil) pelo pesquisador Mario Rioda, a pedido do Instituto Interamericano de Cooperação para Agricultura (IICA).

Dentre elas, 64,52% eram onívoras, 26,5% flexitarianas (que tentam diminuir o consumo de carnes), 6,5% vegetarianas, 2% veganas e 0,8% pescetarianas.

Dos três países, o Brasil era o que tinha mais onívoros – 70,5% do total -, enquanto a Argentina contava com o maior número de flexitarianos (37,3%).

Sabor, preço e aporte nutricional são os elementos que explicam o tipo de alimentação.

“Os onívoros normalmente pedem sabor, flexitarianos e pescatarianos buscam uma nutrição melhor, enquanto os vegetarianos e veganos costumam levar em conta convicções éticas sobre o consumo animal”, afirma o pesquisador.

A religião também pesa na decisão. Entre os hinduístas, 100% eram vegetarianos, enquanto entre os flexitarianos havia um maior número de agnósticos, ateus ou não-religiosos, com 23,5% do total nos países.

No que se refere à carne produzida em laboratório, a inclinação para experimentá-la é alta entre onívoros e flexitarianos, e 73,6% dos entrevistados expressaram probabilidade total ou parcial de isso acontecer. 

A pesquisa também considerou as proteínas à base de plantas e, nesse caso, 61,2% dos entrevistados expressaram uma probabilidade total ou parcial de experimentar produtos desse segmento. No Brasil, 70,8% dos entrevistados mostraram-se mais abertos a experimentações, proporção maior que na Argentina (56,9%) e Uruguai (50,1%). Pessoas com mais de 40 anos têm menor probabilidade de comer produtos plant-based em vez de carne.